Não houve vaias, xingamentos ou falta de paciência. Apesar das últimas fracas atuações do time, a torcida do Botafogo compareceu em bom número, e os mais de 17 mil alvinegros que foram ao Engenhão bateram o recorde de público (19.786 pessoas) do clube no ano. O fato de ser um jogo decisivo animou a torcida, que desde o início apoiou o time e criou nova atmosfera.
A pressão inicial alvinegra acendeu as arquibancadas. Até jogadores que andavam em baixa com os torcedores foram aplaudidos. Foram os casos de Andrezinho, um dos mais celebrados antes do apito inicial, e Elkeson, ovacionado ao deixar a partida ao final do jogo.
Loco Abreu, que voltou ao time titular e também não vinha com muito prestígio após a sequência de pênaltis desperdiçados, foi festejado como em seus melhores dias. Com três gols decisivos, o ídolo uruguaio selou a paz com os alvinegros. Quando perdeu um pênalti, o atacante sentiu um silêncio por alguns segundos, mas teve seu nome gritado pelos botafoguenses. Aos 39 minutos do segundo tempo, deixou o campo sob aplausos. E os retriubiu batendo no peito.
A animação realmente era diferente. Pela primeira vez no ano a torcida do Botafogo chamou a “ola” durante o jogo, diante de um palco mais bem distribuído - a média em casa vinha sendo de seis mil por jogo. O ritmo só diminuiu um pouco após o gol contra de Lucas - o primeiro do Bangu na partida -, que causou a apreensão. Mesmo assim, o contestado lateral recebeu tímido apoio das arquibancadas.
Oswaldo de Oliveira passou imune e foi respeitado por todos. Nada de gritos de “burro”, e todas as substituições foram aprovadas e aplaudidas. Apesar dos sustos no final, o único jogador xingado foi Thiago Galhardo, ex-Botafogo, que foi expulso na etapa final.